29.10.2018, Nicht ER, nicht jetzt, niemals.


Erklärung des Europäischen Attac-Netzwerks zur Wahl von Jair Bolsonaro

Unsere Solidarität und Unterstützung gilt allen Bewegungen, AktivistInnen und ausgegrenzten Bevölkerungsgruppen, die heute morgen in Brasilien im Alptraum der Präsidentschaft von Jair Bolsonaro erwacht sind.

Kein Wahlergebnis macht es akzeptabel oder demokratisch, durch aggressive Dämonisierung der politischen Gegner an die Macht zu kommen, soziale Bewegungen als "Terroristen" zu bezeichnen oder die Rechte und Freiheiten jener BürgerInnen zu bedrohen, die zum Sündenbock für die Probleme der Weltwirtschaft gemacht werden. Genau jene, die eine solche Politik betreiben, sind für einige der abscheulichsten Verbrechen des zwanzigsten Jahrhunderts verantwortlich.

Bolsonaros ekelhafter Rassismus, Sexismus, seine Homophobie und Begeisterung für die Militärdiktatur Brasiliens wurden international ausführlich kommentiert. Bolsonaro ist aber nicht nur eine Bedrohung für die Menschen- und Bürgerrechte. Wird seine Politik umgesetzt, wird sie die Armen Brasiliens weiter verarmen und die Ungleichheit in einem weiterhin sehr ungleichen Land verstärken. Diese Politik wird die Umwelt zerstören und verhindern, dass jene zu Wort kommen, die dagegen Widerstand leisten.

Als im November 2016 Donald Trump zum US-Präsidenten gewählt wurde, befürchteten wir, dass dies weltweit jenen Auftrieb geben würde, die Fremdenfeindlichkeit, Nationalismus und Autoritarismus propagieren. Die Wahl von Bolsonaro ist nur das jüngste Beispiel dafür. Wir müssen unbedingt eine globale Opposition zu dieser Politik des Hasses aufbauen und jenen Internationalismus wiederbeleben, den unsere Bewegungen so erfolgreich aufgebaut haben, wenn sie sich Krieg, Neoliberalismus und Unmenschlichkeit entgegenstellen. Wir können nicht zulassen, dass Bolsonaro, Trump oder andere autoritäre Nationalisten, die an die Macht kommen, zur Normalität werden.

Diese neue Form des Faschismus taucht nicht aus dem Nichts auf. Die von Konzernen getriebene Hyperglobalisierung der letzten Jahrzehnte hat das soziale Gefüge auf der ganzen Welt zerrissen. Indem sie das Streben nach Profit zum obersten Ziel der Menschheit erklärt, werden große Teile der Weltbevölkerung nicht mehr vertreten und ausgegrenzt sowie große Teile unseres Planeten verwüstet. Besonders empörend ist, dass viele, die dieses Projekt vorangetrieben haben, nun Politiker wie Bolsonaro und Trump unterstützen, um die Macht des global reichsten 1% zu festigen.

Wir fordern eine radikale Transformation dieses globalen Systems, damit es Menschen und den Planeten über die Profite der Reichen stellt. Wir fordern eine Welt, die auf Gleichheit, vollständiger Anerkennung der Menschenrechte und ökologischer Nachhaltigkeit basiert. Dies ist unser internationaler Kampf - die wichtigste Herausforderung, vor der wir als BürgerInnen, Gemeinschaften und soziale Bewegungen stehen. Es wird nicht einfach, aber die Geschichte zeigt uns, dass wir gewinnen können, wenn wir unsere Hoffnung und unsere Solidarität bewahren.

Eine andere Welt ist möglich.

Das europäische Attac-Netzwerk, 29.10.2018

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português:

#EleNão, nem agora, nem nunca

 

„A todos os movimentos, ativistas e comunidades marginalizadas no Brasil que acordaram essa manhã para o pesadelo de uma presidência de Bolsonaro, enviamos nossa solidariedade e apoio.

Nenhum mandato eletivo faz com que seja aceitável ou democrática a ascensão ao poder por meio da demonização agressiva de seus oponentes, da classificação de movimentos sociais como ,terroristas’ ou da ameaça aos direitos e liberdades dos cidadãos que são apontados como bodes expiatórios dos problemas da economia global. Aqueles que praticam uma política dessa forma são responsáveis por alguns dos mais hediondos crimes do séc. XX.

O nojento racismo, machismo e homofobia de Bolsonaro, bem como seu entusiasmo pela ditadura militar do Brasil, foram amplamente comentados internacionalmente. Mas Bolsonaro não é simplesmente uma ameaça aos direitos humanos e civis dos cidadãos do Brasil. Se colocadas em prática, as suas políticas irão empobrecer ainda mais os pobres e aumentar a desigualdade em um país que continua bastante desigual. Elas devastarão o meio ambiente e impedirão aqueles que as opõem de denunciá-las.

Quando Donald Trump foi eleito presidente dos Estados Unidos, em novembro de 2016, tememos que isso daria confiança aqueles que espalham xenofobia, nacionalismo e autoritarismo ao redor do mundo. A eleição de Bolsonaro é apenas o último exemplo. Precisamos urgentemente construir uma oposição global a essa política de ódio e recriar o internacionalismo que nossos movimentos construíram de forma tão sucedida quando confrontaram a guerra, o neoliberalismo e a desumanidade. Não podemos permitir a continuidade da normalização de Bolsonaro, Trump ou de qualquer outro nacionalista autoritário que buscam chegar ao poder.

Essa nova forma de fascismo não surgiu do nada. A hiperglobalização levada à cabo pelas grandes corporações nas décadas recentes rasgou o tecido social das sociedades ao redor do mundo. Ao colocar a busca por lucros como o maior objetivo da humanidade, elas deixaram uma enorme parcela da população global sem representação e marginalizada. E também devastaram grandes partes do planeta. É particularmente revoltante ver muitos daqueles que lideraram o avanço desse projeto apoiando as vontades de Bolsonaro e Trump como uma forma de manterem-se no 1% do poder global.

Demandamos uma transformação radical do sistema global que coloque as pessoas e o planeta à frente do lucro dos mais ricos. Demandamos um mundo baseado em igualdade, reconhecimento completo dos direitos humanos e sustentabilidade ambiental. Esta é a nossa luta internacional – o desafio mais importante que estamos enfrentando como cidadãos, comunidades e movimentos. Não será uma vitória fácil, mas a história nos mostra que PODEMOS ganhar se mantivermos esperança e solidariedade.

Um outro mundo é possível.

Signatários: Global Justice Now, Latin America Bureau, Momentum, Women’s Strike Assembly – UK, Another Europe is Possible, Campaign for Nuclear Disarmament (CND), Stop Trump Coalition, War on Want, The European ATTAC network e individualmente ATTAC Alemanha, ATTAC Espanha, ATTAC ValôniaBR, ATTAC Hungria, ATTAC Irlanda

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English:

“To all those movements, activists and marginalised communities in Brazil who have woken up this morning to the nightmare of a Bolsonaro presidency, we send our solidarity and support.

No kind of electoral mandate makes it acceptable or democratic to rise to power through the aggressive demonisation of your opponents, to label social movements as ‘terrorists’ or to threaten the rights and freedoms of those citizens who you choose to scapegoat for the problems of the global economy. Those who practice such politics are responsible for some of the most heinous crimes of the twentieth century.

Bolsonaro’s disgusting racism, sexism and homophobia, and his enthusiasm for Brazil’s military dictatorship, have been widely commented on internationally. But Bolsonaro is not simply a threat to the human and civil rights of Brazil’s citizens. His policies will, if carried out, further impoverish the poor of Brazil and increase inequality in what remains a very unequal country. They will devastate the environment and prevent those standing in the way from speaking out.

When Donald Trump was elected US president in November 2016, we feared it would give confidence to those pushing xenophobia, nationalism and authoritarianism around the world. Bolsonaro’s election is just the latest example. We urgently need to build global opposition to this politics of hate, and to recreate the internationalism which our movements have so successfully built when confronting war, neoliberalism and inhumanity. We cannot allow the continued normalisation of Bolsonaro, Trump or any of the authoritarian nationalists rising to power.

This new form of fascism did not appear from nowhere. The corporate-driven hyperglobalisation of recent decades has ripped apart the social fabric of societies across the world. In lifting the drive for profit to the highest objective of humankind, it has left huge swathes of the global population unrepresented and marginalised. It has also laid waste to large parts of our planet. It is particularly sickening to see many of those who drove this project forward now supporting the likes of Bolsonaro and Trump as a means of maintain the power of the global 1%.

We call for a radical transformation of the global system that puts people and planet ahead of the profits of the wealthy. We call for a world based on equality, the full recognition of human rights, and environmental sustainability. This is our international struggle – the most important challenge we face as citizens, communities and movements. It will not be easily won, but history shows us that we CAN win if we maintain hope and solidarity.

Another world is possible.